Alfabetização

Alfabetização apropriacao do sistema de escrita alfabetica

Alfabetização apropriação do sistema de escrita alfabética

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Preocupado com a consolidação de uma escola que cumpra efetivamente seu papel de ensino, o Centro de Estudos em Educação e Linguagem da Universidade Federal de Pernambuco (CEEL – UFPE) tem estabelecido, como um dos seus desafios, oportunizar a criação de práticas pedagógicas eficientes e inovadoras, mediante um processo de formação que contribua para a reflexão e a atuação docente.

Entre as ações propostas pelo CEEL para o alcance desse objetivo, estão:

a) a consolidação e ampliação de uma rede de formação de professores;

b) a produção de materiais didáticos para a formação docente.

c) o desenvolvimento de cursos de formação de educadores tutores.

Para cada uma dessas ações, foram escolhidos eixos temáticos que norteassem todo o processo de formação promovido pelo CEEL, sendo um deles a problemática da relação entre alfabetização e letramento, importante para os docentes das classes de alfabetização e do 1° e 2º ciclos do ensino fundamental.

A construção deste livro resulta, portanto, do esforço de produção de um material pedagógico para formação de professores na área de língua portuguesa que contribuísse para articular e sistematizar a discussão acerca dos conceitos de alfabetização e letramento, buscando estabelecer sua relação com o processo de escolarização.

Organizado em oito capítulos que se complementam, a seqüência proposta neste livro tem o objetivo de apresentar gradualmente, e sob vários pontos de vista, as reflexões a respeito do tema – alfabetização e letramento –, de modo que o professor se sinta contemplado nas suas dúvidas e necessidades, apropriando-se, a cada momento, dos saberes relativos ao eixo temático focalizado.

Capítulo 1

No primeiro capítulo, Eliana Albuquerque procura definir e diferenciar tais conceitos de alfabetização e letramento, mostrando que, apesar de tratarem de aspectos diferentes do processo de apropriação da escrita, esses estão intimamente relacionados. Para realizar essa discussão, a autora se apóia em depoimentos de professoras sobre suas memórias de alfabetização.

Capítulo 2

No capítulo seguinte, Carmi Ferraz Santos discute questões relativas a relação que se tem estabelecido entre a alfabetização e o processo de escolarização, analisando de que forma o caráter assumido pela escolarização interferiu na construção de determinado conceito de alfabetização na sociedade ocidental. Analisa, ainda, a influência dessa relação na criação e na expansão dos métodos de alfabetização.

Capítulo 3

As relações entre gêneros textuais, letramento e ensino é o tema central do terceiro capítulo, de Márcia Mendonça. A autora discorre sobre como os gêneros se inserem nas teorias sociointeracionista e socioconstrutivista, além de questionar aspectos do trabalho com os gêneros na sala de aula. Para isso, apresenta definições e quadros explicativos sobre gêneros, além de exemplificar com depoimentos e trechos de aulas.

Capítulo 4

O quarto capítulo, de autoria de Márcia Mendonça e Telma Ferraz Leal, aborda os gêneros na progressão escolar, ou seja, o modo como se pode selecionar e ordenar os gêneros para o trabalho pedagógico. Priorizando a clareza dos objetivos pedagógicos, as autoras apresentam critérios de exploração e retomada dos gêneros ao longo dos anos, em uma perspectiva de letramento.

Capítulo 5

No quinto capítulo, de Telma Ferraz Leal, trata da organização do trabalho escolar, o que implica a necessidade de se (re)planejar o cotidiano na escola, para melhor aproveitamento do tempo pedagógico. Nesse processo, a autora analisa a pertinência de atividades permanentes, projetos didáticos, atividades sequenciais, atividades esporádicas e jogos como alternativas para viabilizar tal organização.

Capítulo 6

A proposta de alfabetizar letrando é o tema do capítulo seis, escrito por Carmi Santos e Eliana Albuquerque. No texto, as autoras discutem como, para dar conta do desenvolvimento das habilidades de leitura e escrita, é preciso, simultaneamente, apropriar-se de conhecimentos do sistema alfabético e das convenções da norma culta. Duas situações didáticas são analisadas, de modo a esclarecer ao professor as possibilidades dessa proposta.

Capítulo 7

No sétimo capítulo, Carmi Ferraz Santos, Eliana Albuquerque e Márcia Mendonça analisam, com exemplos, o tratamento dado por livros didáticos (LDs) de língua portuguesa às atividades de leitura, escrita e apropriação do sistema alfabético. Apontam que, mesmo os LDs apresentando avanços ou lacunas, o professor é sempre o autor das aulas, cabendo-lhe o papel de fazer o melhor uso do material disponibilizado para seu trabalho.

Capítulo 8

O letramento digital é o foco do capítulo oito, escrito por Antônio Carlos Xavier. Nesse texto, o autor discute como, a partir do surgimento de novas tecnologias, configuram-se novos eventos de letramento e novos gêneros (e-mails, webblogs, chats, e-foruns, etc.), com conseqüências diretas para a formação dos cidadãos, daí a necessidade de se letrar digitalmente.

Esperamos que, ao lerem os capítulos deste livro, os professores, participando de um processo de formação continuada, reflitam sobre suas práticas e pensem com os autores – e não necessariamente como os autores –, resultando em aprimoramento profissional e, desejamos, melhor qualidade de ensino nas escolas.

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One comment

  • Kelly Cristina

    Excelente página, fácil navegação, ótimo material, fiquei feliz por ter encontrado estou estudando com os conteúdos que encontrei aqui. Parabéns.

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